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Atenção redobrada com a inflação

Valor Econômico - 07/05/2012
 

Com a perspectiva de mais cortes da Selic e alguma aceleração do crescimento da economia brasileira nos próximos meses, o investidor deve vigiar com lupa a trajetória da inflação. Em um ambiente de juros menores, uma alta mais acentuada dos índices preços tende a corroer rapidamente o ganho real (descontada a inflação) das aplicações financeiras.

A recomendação dos analistas consultados pelo Valor é que os investidores se protejam de uma eventual alta da inflação mantendo uma parcela da carteira em ativos que acompanham a variação do IPCA (inflação oficial). E uma boa alternativa ainda são as NTNs-B, que pagam ao investidor uma taxa de juros fixa mais a variação do IPCA.

Apesar das taxas embutidas nesses títulos terem caído muito nos últimos meses, eles ainda remuneração o aplicador com um juro superior a 2%, a declarada meta de juro real da presidente Dilma Rousseff. No Tesouro Direto - que permite a compra de títulos públicos por pessoas físicas pela internet -, a NTN-B para 2017 era vendida na sexta-feira com taxa de 3,75%, ou seja, garantia um juro real bem acima de 2%.

Francisco Costa, sócio da Capital Investimentos, recomenda NTNs-B de prazos mais longos, que pagam taxa (cupom) de 4,5% ao ano. "Como acho que o juro real vai ficar abaixo disso no longo prazo, esses papéis ainda devem se valorizar", diz. No Tesouro Direto, a NTN-B com vencimento em 2035 tem taxa de 4,30%. Já o papel para 2045 remunera o investidor com uma taxa de 4,36%. "Enquanto as taxas desses papéis estiveram acima de 3%, ainda há possibilidade de ganho", afirma Costa.

Para Rodrigo Menon, sócio da Beta Independent, há uma grande possibilidade de a inflação despertar no segundo semestre, com o IPCA terminando o ano acima de 6%. Ele lembra que a combinação de dólar em alta e juros baixos pode provocar uma aceleração dos preços. "Nesse cenário, faz todo sentido o investidor ter em seu portfólio alguma proteção contra um cenário de alta dos preços, como NTNs-B e debêntures com ganho ligado ao IPCA", diz.

Na contramão, Jacob Weintraub, sócio da Oren Investimentos, descarta um repique inflacionário este ano. O ambiente mundial é deflacionário, dada a perspectiva de crescimento muito baixo dos Estados Unidos e de recessão na Europa. Para ele, uma alta do dólar (que, em tese, pressiona a inflação) deve ser mais do que compensada por um tombo das commodities (que reduz os preços). "Não vejo necessidade de se proteger contra a inflação no curto prazo", afirma.

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