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Disputa para comandar Ipea

Autor(es): ROSANA HESSEL
Correio Braziliense - 28/05/2012
 

A contagem regressiva para a troca no comando do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) começou. O presidente da entidade, Marcio Pochmann, deixará o cargo no próximo dia 7, quando termina o prazo para a desincompatibilização para que possa disputar as eleições, pelo PT, em Campinas. A expectativa é de que o substituto seja escolhida pela presidente Dilma Rousseff ainda esta semana. Pelo menos quatro economistas estão no páreo.

Fontes próximas aos partidos da base aliada informaram que a presidente quer indicar pessoa com perfil técnico e sem aspirações políticas. Ela não quer vincular o comando do instituto a trocas políticas e, portanto, deverá decidir ela mesma o substituto de Pochmann. O Ipea é oficialmente subordinado à Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), chefiada pelo ministro Moreira Franco (PMDB-RJ). Desde que assumiu com o cargo, no entanto, Moreira Franco não conseguiu mudar o comando do órgão. Nem Pochmann é uma unanimidade.

Entre os quatro nomes que passarão pelo crivo de Dilma está o da diretora de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, Vanessa Petrelli Corrêa. Ela tem o apoio de Pochmann. Formada pela Universidade Federal do Paraná e com passagem pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pela Universidade de Brasília (UnB), Vanessa já teria sido descartada pela presidente em uma reunião com políticos da base aliada. A presidente quer alguém com um currículo mais forte. Pochmann, entretanto, não se deu por vencido e tem reunião marcada no Palácio do Planalto amanhã.

O nome articulado pelo ministro Moreira Franco é o do secretário de Ações Estratégicas da SAE, Ricardo Paes de Barros. Especialista do quadro do Ipea, Barros está cedido à SAE. É um nome respeitado em todo o país, mas também teria sido descartado por Dilma.

Resistências

Outros dois nomes cotados não possuem padrinhos políticos. O primeiro deles é o professor de Economia da UnB, José Luis Oreiro, e diretor de relações institucionais da Associação Keynesiana Brasileira (AKB). O segundo, o ex-reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), Pedro Dutra. Ambos são desenvolvimentistas e considerados de temperamento difícil. O gaúcho Dutra tem a seu favor o fato de não ter filiação partidária e de ser da região em que Dilma cresceu politicamente. É mais próximo ao senador Pedro Simon (PMDB-RJ) do que ao PT. O carioca Oreiro, por sua vez, vem sendo cogitado não somente dentro do PT, mas em outros partidos da base aliada. No entanto, segundo fontes próximas ao Planalto, há certa resistência dentro do PT, uma vez que Oreiro votou em José Serra nas eleições presidenciais de 2010.

O objetivo de Dilma é colocar no lugar de Pochmann um técnico que consiga recuperar a imagem antiga do órgão, independente e respeitado pelas pesquisas que realiza. No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o instituto chegou a ser chamado por vários economistas de máquina de propaganda. Hoje, encontra críticos dentro do próprio governo. Em abril de 2011, por exemplo, o ministro-chefe da secretaria geral da Presidência, Gilberto Carvalho, desqualificou um estudo do Ipea que denunciava o passo lento das obras de ampliação dos aeroportos nas cidades que sediarão a Copa de 2014, mostrando que pelo ritmo das obras apenas 4 dos 12 aeroportos ficariam prontos.

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