Dilma veta 12 itens do Código Florestal, acaba com anistia e decide editar MP
| Autor(es): agência o globo:Rafael Moraes Moura |
| O Estado de S. Paulo - 26/05/2012 |
Ambiente. Também serão feitas 32 modificações no texto aprovado na Câmara – 14 recuperam o projeto do Senado; versão do governo estabelece faixas proporcionais de recuperação da mata ciliar segundo o tamanho da propriedade e protege os manguezais
Ribeiro afirmou que no total não deve ocorrer queda na produção. Disse que quando se trata de recuperar o ambiente, “é evidente que alguma propriedade pode ser perdida no que diz respeito ao setor produtivo”. “Agora, se forem examinados o número de hectares e a questão da produtividade, veremos que a produtividade vem crescendo sem aumentar a área plantada”, disse. O texto aprovado pela Câmara previa a recuperação de 15 metros de mata ciliar para rios de até 10 metros de largura, sem levar em conta o tamanho da propriedade. Na nova versão, o governo e stabelece faixas proporcionais de recuperação, segundo a dimensão da propriedade. A agricultura familiar, que tem propriedades de até 4 módulos fiscais e correspondente a até 20 hectares na maioria dos municípios, será menos exigida na recomposição da área desmatada. Os proprietários de 2 a 4 módulos, por exemplo, terão de recuperar 15 metros de mata ciliar independentemente da largura do rio, mas o total da área de APP deve ser no máximo 20% do imóvel. De acordo com Izabella, cerca de 90% das propriedades rurais do Brasil têm até 4 módulos fiscais, compreendendo 24% da área agrícola do País. As regras serão mais rígidas para os grandes proprietários: nas propriedades com mais de 4 módulos fiscais, a recuperação deverá ser integral. De acordo com a ministra, também voltou a regra de que o proprietário tem cinco anos para fazer o Cadastro Ambiental Rural, assinar termo de compromisso e começar o Programa de Regularização Ambiental. “Até lá, quem não o fizer, em cinco anos, não terá mais acesso a crédito público. A presidente determinou o retorno dessa re- Os manguezais voltam a ser APPs, retomando entendimento do Senado, informou a ministra. Além disso, foram vetados dois parágrafos que flexibilizaram regras, permitindo que os municípios definissem o que era APP – agora, a classificação do Código abrange áreas urbanas e rurais, destacou a ministra. Os porcentuais de reserva legal ficam mantidos, garantiu ela. Decisão. Em abril, a Câmara impôs uma derrota ao governo ao modificar o texto do Senado, considerado mais equilibrado entre as reivindicações de ambientalistas e ruralistas. Dilma esperou até o último dia para bater o martelo sobre o tema. Nas últimas semanas, ganhou força nas redes sociais a campanha “Veta, Dilma”, que mobilizou da atriz Camila Pitanga ao cartunista Maurício de Sousa –anteontem, o governo recebeu o registro de 2 milhões de assinaturas contra o projeto. ALTERAÇÕES Vetos Recomposição APPs em áreas urbanas Cadastro rural Nascentes O texto retoma a proteção a nascentes, veredas, áreas úmidas e pantanais, topo de morro, manguezais e encostas, votados no Senado. |




