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Bovespa rompe os 60 mil pontos puxada por dados chineses

O Estado de S. Paulo - 18/01/2012
 

A Bovespa cumpriu o que prometeu já na largada dos negócios e carimbou com folga os 60 mil pontos, o melhor desempenho dos últimos seis meses. Os dados positivos sobre a economia chinesa geraram uma onda global de busca pelo risco e estimularam a demanda por commodities. O Ibovespa subiu 1,15%, galgando os 60.645, 90 pontos, maior nível desde 13 de julho do ano passado, puxado pelos papéis da Vale. As ações ON dispararam 5,11% e as PNA, 4,10%, respondendo por quase 20% do volume total negociado ontem no pregão. A expansão anual de 8,9% da economia chinesa no quarto trimestre de 2011 ante mesmo período de 2010 esfriou os temores de um pouso forçado do gigante asiático. Além de reagir aos números chineses, as ações da mineradora foram beneficiadas pela proposta de pagamento de dividendos aos acionistas.

A arrancada da Bovespa logo após a abertura - atrasada em mais de uma hora em razão de um problema no sistema Mega Bolsa - também teve como pano de fundo a forte melhora do índice de expectativas econômicas da Alemanha em janeiro e o sucesso dos leilões de Espanha, Bélgica, Hungria e da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, em inglês). Também contribuiu para a melhora do apetite ao risco a expressiva recuperação da atividade industrial da região de Nova York em janeiro. Com esse desempenho de ontem, a Bovespa elevou para 6,86% o acumulado no mês e no ano. A expectativa é de que a Bovespa vá buscar agora os 64 mil pontos. A perspectiva de mais um corte da taxa básica de juros, a Selic, hoje, pelo Comitê de Política Monetária (Copom), também está no horizonte dos investidores e deve ajudar as ações ligadas ao mercado doméstico.

Na véspera da decisão do Copom, os juros futuros assumiram leve viés positivo ontem sem que houvesse qualquer alteração no quadro de apostas para a taxa Selic. A previsão consensual é de corte de 0,50 ponto porcentual, para 10,50% ao ano. A expectativa está voltada para o teor do comunicado da decisão e para ata da reunião, que será divulgada pelo Banco Central na semana que vem.

Pelo segundo dia, o dólar cedeu ante o real, influenciado pelo comportamento da moeda lá fora e pelo fluxo cambial favorável. A moeda dos EUA caiu 0,45%, para R$ 1,7770 no balcão. Mas,no mercado futuro, após passar praticamente o dia todo em baixa, o dólar com vencimento em fevereiro de 2012 virou no final e fechou com leve alta de 0,06%, na máxima do dia, cotado a R$ 1,7955.